As vinhas da ira

30 jan

As tempestades de poeira que destruíram fazendas, despejaram famílias e deixaram milhões desempregados nos Estados Unidos durante os anos 30 deram ao menos um bom fruto: As Vinhas da Ira. Lançado em março de 1939, o romance do escritor americano John Steinbeck (1902-1968) conta a saga da família Joad, que, falida e expulsa da fazenda que arrendava, rumou para a Califórnia em busca de trabalho. Como milhares de outras. Ironicamente, o livro atropelou a pior crise da história americana: no primeiro mês, vendeu 2 500 exemplares por dia. Até o fim daquele ano, foram 500 mil, um fenômeno à época. Mas a polêmica causada pela obra foi proporcional a seu sucesso. Filho de um tesoureiro e de uma professora, Steinbeck botou holofotes sobre a gravidade da situação dos trabalhadores do campo, que vinham sofrendo com a Grande Depressão desde 1929. As Vinhas da Ira foi considerado chulo, obsceno e exagerado. Para alguns críticos, o autor mereceu um dos maiores palavrões de então: comunista. “Steinbeck foi considerado o mais perigoso radical da costa oeste americana. Quando o livro foi lançado, o FBI decidiu investigá-lo”, diz o professor de Literatura Americana da Universidade de Ohio, Robert J. DeMott, editor do diário deixado pelo escritor sobre a elaboração do romance.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: