Revolução Russa de 1917 ao Stalinismo

2 fev

A Revolução compreendeu duas fases distintas:

  • A Revolução de Fevereiro de 1917(março de 1917, pelo calendário ocidental), que derrubou a autocracia do Czar Nicolau II da Rússia, o último Czar a governar, e procurou estabelecer em seu lugar uma república de cunho liberal.
  • A Revolução de Outubro (novembro de 1917, pelo calendário ocidental), na qual o Partido Bolchevique, liderado por Vladimir Lênin, derrubou o governo provisório e impôs o governo socialista soviético.


1º presidente do Partido Bolchevique e líder da União Soviética Vladmir Ilitch Ulianov
Lênin

O Governo Provisório e o Soviete de Petrogrado

O Governo Provisório iniciou de imediato diversas reformas liberalizantes, inclusive a abolição da corporação policial e sua substituição por uma milícia popular. Mas os líderes bolcheviques, entre os quais estava Lenin, formaram os Sovietes (Conselhos) em Petrogrado e outras cidades, estabelecendo o que a historiografia, posteriormente, registraria como ‘duplo poder’: o Governo Provisório e os Sovietes.

Lenin foi o primeiro dirigente da URRS. Liderou os bolcheviques quando estes tomaram o poder do governo provisório russo, após a Revolução de Outubro de 1917 (esta sublevação ocorreu em 6 e 7 de novembro, segundo o calendário adotado em 1918; em conformidade com o calendário juliano, adotado na Rússia naquela época, a revolução eclodiu em outubro). Lenin acreditava que a revolução provocaria rebeliões socialistas em outros países do Ocidente.

Ao expor as chamadas Teses de abril, Lenin declarou que os bolcheviques não apoiariam o Governo Provisório, e pediu a união dos soldados numa frente que viesse pôr fim à guerra imperialista (I Guerra Mundial) e iniciasse a revolução proletária, em escala internacional, idéia que seria fortalecida com a propaganda de Leon Trotski. Enquanto isso, Alexandr Kerenski buscava fortalecer a moral das tropas.

No Congresso de Sovietes de toda a Rússia, realizado em 16 de junho, foi criado um órgão central para a organização dos Sovietes: o Comitê Executivo Central dos Sovietes que organizou, em Petrogrado, uma enorme manifestação, como demonstração de força.

O aumento do poder dos Bolcheviques

Avisado que seria acusado pelo Governo de ser um agente a serviço da Alemanha, Lenin fugiu para a Finlândia. Em Petrogrado, os bolcheviques enfrentavam uma imprensa hostil e a opinião pública, que os acusava de traição ao exército e de organização de um golpe de Estado. A 20 de julho, o general Lavr Kornilov tentou implantar uma ditadura militar, através de um fracassado golpe de Estado.

Da Finlândia, Lenin começou a preparar uma rebelião armada. Havia chegado o momento em que o Soviete enfrentaria o poder. Foi Trotski, então presidente do Soviete de Petrogrado, quem encontrou a solução: depois de formar um Comitê Militar Revolucionário, convenceu Lenin de que a rebelião deveria coincidir com o II Congresso dos Sovietes, convocado para 7 de novembro, ocasião em que seria declarado que o poder estava sob o domínio dos Sovietes.

Na noite de 6 de novembro a Guarda Vermelha ocupou as principais praças da capital, invadiu o Palácio de Inverno, prendendo os ministros do Governo Provisório, mas Kerenski conseguiu escapar. No dia seguinte, Teotski anunciou, conforme o previsto, a transferência do poder aos Sovietes.

O novo governo

O poder supremo, na nova estrutura governamental, ficou reservado ao Congresso dos Sovietes de toda a Rússia. O cumprimento das decisões aprovadas no Congresso ficou a cargo do Soviete dos Comissários do Povo, primeiro Governo Operário e Camponês, que teria caráter temporário, até a convocação de uma Assembléia Constituinte. Lênin foi eleito presidente do Soviete, onde Trotski era comissário do povo e ministro das Relações Exteriores e, Stalin, das Nacionalidades.


Líder da União Soviética Josef Stalin

Josef Stalin foi o dirigente máximo da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) de 1929 a 1953. Governou por meio do terror, embora também tenha convertido a URSS em uma das principais potências mundiais.

A 15 de novembro, o Soviete ou Conselho dos Comissários do Povo estabeleceu o direito de autodeterminação dos povos da Rússia. Os bancos foram nacionalizados e o controle da produção entregue aos trabalhadores. A Assembléia Constituinte foi dissolvida pelo novo governo por representar a fase burguesa da revolução, já que fora convocada pelo Governo Provisório. Em seu lugar foi reunido o III Congresso de Sovietes de toda a Rússia. O Congresso aprovou a Declaração dos Direitos do Povo Trabalhador e Explorado como introdução à Constituição, pela qual era criada a República Soviética Federativa Socialista da Rússia (RSFSR).

A guerra civil

O novo governo pôs fim à participação da Rússia na I Guerra Mundial, através do acordo de Paz de Brest-Litovsk assinado em 3 de março de 1918. O acordo provocou novas rebeliões internas que terminariam em 1920, quando o Exército Vermelho derrotou o desorganizado e impopular Exército Branco antibolchevique.

Lenin e o Partido Comunista Russo (nome dado, em 1918, à formação política integrada pelos bolcheviques do antigo POSDR) assumiram o controle do país. A 30 de dezembro de 1922, foi oficialmente constituída a União de Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). A ela se uniriam os territórios étnicos do antigo Império russo.

A ascensão de Stálin

A morte de Lênin, em 1924, deu início a uma forte disputa interna no partido comunista para decidir quem seria o sucessor do líder bolchevique. Em jogo, estava o cargo máximo. Stálin venceu a disputa e deu início a uma nova era na URSS. Exercendo o poder de forma ditatorial e expulsando vários de seus inimigos políticos do país (inclusive Trótski), Stálin permaneceu a frente do governo até o dia de sua morte, e durante esse período, o país mudou quase que completamente.

A nova economia

Stálin acabou com a NEP, em seu governo, foram propostos planos quinquenais para o desenvolvimento da economia. A economia passou a se desenvolver de forma acelerada, tanto que quando ocorreu a 2ª Guerra Mundial, a URSS já era considerada uma potência mundial. A produção era voltada principalmente para a indústria de base e setores de infra-estrutura, ficando em segundo plano a indústria dos bens de consumo. Aos poucos a agricultura também foi se modernizando. No socialismo soviético, as vitrines das lojas eram pobres, porém as calçadas não abrigavam miseráveis.

A ditadura Stalinista

Stálin, durante o tempo que esteve a frente da URSS, perseguiu, torturou e matou diversos de seus inimigos políticos, inclusive inúmeros comunistas (um deles foi Trótski). Qualquer pessoa que se opusesse ao governo Stalinista, comunista ou não, poderia ser fuzilado sem justa causa.

No entanto, apesar disso tudo, Stálin parecia preocupado com o bem estar da população. O que acontecia é que Stálin nunca gostou de ser contrariado, levando seus planos de construir uma sociedade socialista até as últimas consequências.

A maior parte do povo Russo aprovava o governo de Stálin, até mesmo porque grande parte do lado ditatorial de Stálin era escondido da população. Havia ainda uma forte máquina de governo cuidando do endeusamento de Stálin, ou seja, o tempo todo surgiam cartazes, pinturas, filmes e propagandas mostrando como Stálin se preocupava com a felicidade e o bem-estar da população Russa.

Porém, a principal razão pela aprovação do governo de Stálin foi que a vida do povo na URSS realmente melhorou. O governo investiu pesado para a melhoria da qualidade de vida da população. Dentre essas melhorias, podemos citar:

=> Construção de casas e apartamentos para a população, acabando assim com as favelas;

=> Escola gratuita para todas as crianças;

=> Criação de um sistema de saúde eficiente e gratuito;

=> Igualdade entre homens e mulheres;

=> Desemprego e a inflação praticamente eliminados.

Dessa forma, o governo Stalinista seguiu sem grandes ameaças até o dia de sua morte.

 

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