A Segunda Guerra Mundial

10 fev

Democracias européias e seus vacilos

O regime nazista preparou a Alemanha para a guerra. As posições de Hitler contra o Tratado de Versalhes (1919), o rearmamento progressivo do Terceiro Reich e a instituição do serviço militar obrigatório não deixavam duvida quanto aos objetivos expansionistas.

Um dos primeiros atos de Hitler foi a retirada da Alemanha da Liga das Nações – organismo internacional fundado ao final da Primeira Guerra Mundial para resolver litígios entre os Estados. Os nazistas não cansavam de declarar seu direito ao espaço vital, considerado necessário para a formação da Grande Alemanha.

Apesar dessa política, Hitler negava constantemente ter intenções beligerantes, limitando-se a defender o reconhecimento de alguns direitos territoriais. Mas o ânimo dos nazistas era claro, embora os governos das potências europeias preferissem não enxergar o que estava óbvio. Quando se deram conta, a guerra era questão de dias.

França e Inglaterra, de certa forma, preferiram alimentar as pretensões de Hitler e viram com bons olhos o fortalecimento alemão, pois era uma forma de conter o comunismo no limite das fronteiras soviéticas. Hitler e Goebbels, ministro da Propaganda, buscaram sempre condenar o “internacionalismo bárbaro” dos soviéticos, tido como ameaça à civilização europeia.

Em 1936, a Alemanha liderou o Pacto Anti-Komintern, aliando-se ao Japão contra o expansionismo soviético. A Itália fascista aderiu no ano seguinte. Foi uma reação ao VII Congresso da Internacional Comunista realizado em Moscou (1935), que recomendou aos partidos comunistas de todo o mundo a formação de frentes populares com socialistas e democratas contra a ascensão dos regimes fascistas.

Os governos francês e britânico calcularam que a guerra alemã em busca de seu espaço vital se limitaria ao leste, talvez provocando a destruição da URSS, mas com certeza não chegaria aos países do ocidente europeu, tampouco atingiria seus impérios coloniais na Ásia e na África. Mas calcularam mal, pois os planos de Hitler logo se mostraram bem mais ambiciosos.

Guerra civil Espanhola

As democracias ocidentais nada fizeram em auxílio ao governo republicano espanhol, que foi atacado pelo levante militar comandado pelo general Francisco Franco. Isso porque o governo atacado era uma frente popular, inspirada na Internacional Comunista. Assim, essas democracias assistiram impassíveis à Guerra Civil Espanhola (1936-1939), que resultou no esmagamento do governo constitucional pelas tropas do general Franco. Seu objetivo era defender os interesses das classes proprietárias e da Igreja católica ameaçados pelo movimento de esquerda que predominava no governo da República espanhola. As inúmeras divergências entre as organizações e as lideranças de esquerda facilitaram a vitória do franquismo. No final da guerra, Franco contou com o apoio direto de Hitler e de Mussolini, com aviões da Luftwaffe (Força Aérea alemã) chegando a bombardear cidades leias aos republicanos espanhóis, como Guernica – imortalizada em uma obra do pintor Pablo Picasso.

Generalíssimo Franco

A guerra diplomática

As potências ocidentais europeias viam com extrema tolerância as reivindicações territoriais do regime nazista, sempre diante da promessa de que haviam chegado ao fim. Assim, o governo de Hitler remilitarizou a Renânia (1936), na fronteira com a França, sem nenhuma resistência, contrariando cláusulas do Tratado de Versalhes (1919). Em 1938, anexou a Áustria, no episódio conhecido como Anschluss, após sabotar o regime democrático austríaco, em decorrência do forte movimento nazista existente naquele país.

No mesmo ano, Hitler reivindicou a posse dos Sudetos, na Tchecoslováquia, alegando que havia maioria alemã na região e ameaçando invadir o lugar no caso de objeção das potencias ocidentais. No Tratado de Munique, assinado setembro de 1938, Hitler atingiu seu objetivo, com o apoio de Mussolini e a omissão de Édouard Daladier, chefe do governo francês, e de Neville Chamberlain, primeiro-ministro britânico. Este último foi recebido em Londres com grande entusiasmo, ao dizer que tinha conseguido evitar a guerra na Europa. Chamberlain estava completamente enganado.

Apesar do enorme risco de guerra, os governantes da Inglaterra e da França preferiram dar mais uma chance à diplomacia ou, em outras palavras, entregar a Tchecoslováquia a Hitler. Tanto que os representantes do governo tcheco em Munique sequer foram convidados a ingressar na sala da reunião.

Mas Hitler não se limitou a anexar a região dos Sudetos. Em março de 1939, tropas alemãs entraram em Praga e decretaram que a Boêmia e a Morávia fariam parte de um protetorado alemão. Os governos britânico e francês assistiram impassíveis à nova investida alemã.

Um dos poucos políticos britânicos a denunciar as intenções expansionistas da Alemanha foi Winston Churchill, membro do Partido Conservador, declaradamente anti-soviético, mas igualmente crítico do regime nazista. As advertências dele eram antigas, embora não tivessem muita repercussão. Era considerado alarmista e belicista, por advogar também o aumento dos gastos britânicos com armamentos.

Entretanto, as últimas anexações na Tchecoslováquia levaram a diplomacia francesa e inglesa a alertar que, diante de qualquer novo avanço territorial, seria declarada guerra à Alemanha para resguardar a ordem internacional. Porém, a essa altura, Alemanha, Itália e Japão já tinham firmado o Eixo Roma-Berlim-Tóquio – uma aliança militar para atuar contra quaisquer inimigos. Alemanha e Itália também reforçaram sua aliança por meio do Pacto de Aço, assinado em maio de 1939.

A surpresa viria com o encontro entre o ministro de Relações Exteriores alemão, Joachim Von Ribentropp, e o ministro soviético, Viacheslav Molotov, em Moscou em fim de agosto de 1939. Nessa ocasião, os dois países firmaram o pacto germano-soviético de não agressão, incluindo uma cláusula secreta de divisão da Polônia entre as duas potências – em caso de guerra – além de prever o intercâmbio comercial. De fato, a URSS enviou regularmente petróleo e alimentos para a Alemanha até 1941.

Por meio desse acordo, a Alemanha nazista conseguiu carta branca dos soviéticos para invadir a Polônia. O regime soviético, por sua vez, obteve garantias mínimas de que não seria atacado, na expectativa de que o esforço bélico dos nazistas se lançasse contra outros países, incluindo as democracias ocidentais. O cálculo de Stalin se revelou parcialmente equivocado, como o tempo iria demonstrar. Mas no primeiro momento foram as potências ocidentais que ficaram perplexas diante da cartada de Hitler e Stalin. Após o pacto germano-soviético, faltava um passo para o inicio da guerra.

 

Winston Churchill

Primeiro ministro britânico, de 1940 a 1945 e de 1951 a 1955, foi quem dirigiu a Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial.

Nasceu no Palácio de Blenheim, em Woodstock, no Oxfordshire, em 30 de Novembro de 1874;
morreu em Londres em 24 de Janeiro de 1965.

Era filho de Lord Randolph Churchill e da sua mulher americana Jennie Jerome. Após ter acabado o curso na Academia Militar de Sandhurst e ter servido como oficial subalterno, de 1895 a 1899, no regimento de Hussardos n.º 4, foi correspondente de guerra em Cuba, na Índia e na África do Sul. Durante a guerra dos Boers, de quem foi prisioneiro, protagonizou uma fuga que o tornou mundialmente conhecido, e de que relatou as peripécias no seu livro De Londres a Ladysmith. Churchill entrou para a política como Conservador, tendo sido eleito deputado em 1900, mas em 1904 rompeu com o Partido devido à política social dos Conservadores.

Aderiu ao Partido Liberal e em 1906, tendo sido eleito deputado, foi convidado para o Governo,  ocupando primeiro o cargo de Sub-Secretário de Estado para as Colónias, mais tarde, em 1908, a pasta de Presidente da Junta de Comércio (Board of Trade).Após as eleições de 1910 foi transferido para o Ministério do Interior, e finalmente foi nomeado, em Outubro de 1911, Primeiro Lorde do Almirantado, onde impôs uma política de reforço e modernização da Marinha de Guerra britânica.

Pediu a demissão em plena Primeira Guerra Mundial, devido ao falhanço da expedição britânica aos Dardanelos, na Turquia, de que tinha sido o principal promotor. Alistou-se no exército, e comandou um batalhão do regimento «Royal Scots Fusiliers» na frente ocidental. Regressou ao Parlamento em 1916, regressando a funções governamentais no último ano de guerra, como ministro das munições.

Após o fim da Primeira Guerra Mundial, Churchill foi-se tornando cada vez mais conservador, continuando a participar activamente na política, como Ministro da Guerra (1919-1921) e Ministro das Colónias (1921-1922) em governos liberais. Em 1924 regressou ao Partido Conservador, sendo nomeado Ministro das Finanças (1924-1929) no governo conservador de Stanley Baldwin. Não participou em nenhum governo, de 1929 a 1939, mas continuou a ser eleito para o Parlamento, onde advertiu incessantemente do perigo que Hitler representava para a Paz.

Em 1939 foi nomeado novamente Primeiro Lorde do Almirantado, e em 1940, no dia em que a Alemanha começou a ofensiva a Ocidente, invadindo a Holanda, a Bélgica, o Luxemburgo e a França, foi nomeado Primeiro Ministro. Fez com que o seu país resistisse às derrotas dessa Primavera de 1940, e ao desaparecimento de todos os seus aliados ocidentais, da Noruega à França, e dirigiu-o durante a Batalha de Inglaterra. Finalmente, aliado à União Soviética, desde o primeiro momento da invasão alemã, em Junho de 1941, e com o apoio e depois a participação activa dos Estados Unidos na guerra, acabou por vencer Hitler.

Mesmo antes do fim da guerra, sofreu uma derrota espectacular nas eleições de 1945, sendo o seu governo substituído pelos trabalhistas de Atlee. Voltou ao poder em 1951, sendo primeiro-ministro até 1955, ano em que pediu a demissão, devido a problemas de saúde.

Foi nomeado Prémio Nobel da Literatura em 1953, pelas sua obra mas sobretudo devido aos 6 volumes da sua obra mais famosa: The Second World War.

O nazismo domina a Europa

 

O passo decisivo para o início da guerra foi a invasão da Polônia pela Alemanha, em 1 de setembro de 1939. Há meses os nazistas reivindicaram a anexação de Danzig e do chamado corredor polonês, perdidos pela Alemanha no final da Primeira Guerra Mundial. Era mais uma das reivindicações alemãs, mas acabou negada pelas potências ocidentais, que apoiaram o governo polonês.

Alegando provocação polonesa, o governo Hitler ordenou a invasão do país. Foi uma guerra-relâmpago (Blitzkrieg), com as poderosas divisões blindadas (Panzer) de tanques alemães, sua numerosa infantaria, artilharia pesada e o apoio aéreo da Luftwaffe, que destroçou os aviões poloneses ainda no solo.

A resistência polonesa foi heroica, porém curta. Em poucas semanas, o lado ocidental da Polônia foi conquistado. O lado oriental, atacado dias depois, por sua vez, foi anexado pelos soviéticos, cumprindo-se o pacto celebrado meses antes entre os ministros de Hitler e de Stalin. Mas a URSS foi além: invadiu a Finlândia na chamada Guerra do Inverno, motivo pelo qual foi expulsa da Liga das Nações.

Em 3 de setembro de 1939, França e Inglaterra declararam guerra à Alemanha, embora, concretamente, nada tenham feito. Apenas aumentaram os gastos militares e mobilizaram soldados em grande escala para fazer frente ao conflito. A partir de março de 1940, passaram a apoiar a Finlândia contra a invasão soviética, em uma ação abortada por conta do acordo firmado no mesmo mês entre soviéticos e finlandeses.

A Inglaterra ainda tentou ocupar a Noruega, sob a alegação de impedir o ataque alemão a esse país, com receio de que Reich estabelecesse uma base de operações no mar do Norte. Mas de nada adiantou, já que em abril a Alemanha ocupou a Dinamarca e a Noruega, espalhando minas marítimas para sabotar a Marinha inglesa. O avanço alemão para o ocidente começava pelas beiradas.

A França vencida

A expansão alemã provocou mudanças sensíveis nos governos das potências ocidentais, derrubando os gabinetes que se haviam omitido diante das ambições de Hitler. Na Inglaterra, por exemplo, o poder foi assumido por Winston Churchill, agora prestigiado pelos alertas que vinha fazendo contra o perigo alemão.

Em 10 de maio de 1940, o Exército alemão, com o apoio da Luftwaffe, deu inicio a outra Blitzkrieg, agora contra a Holanda e a Bélgica. A vitória alemã nos Países Baixos foi avassaladora. A medida que os alemães avançavam, a situação francesa tornava-se caótica, com milhões de civis fugindo para sul e oeste e um clima de pânico dominando Paris.

Paris foi ocupada pelos alemães em 14 de junho. O novo governo francês, comandado por Pétain, entregou parte do território aos nazistas, permanecendo com dois terços dele e com as colônias. Colaboracionista, o regime comandado por Pétain, sediado em Vich (no centro do país) não tardou a apoiar a Alemanha na guerra. Pétain foi então celebrado como “salvador da pátria”, pois a maioria dos franceses não suportava mais os bombardeios e fugas desesperadas. Além disso, boa parte da sociedade francesa era anticomunista e antissemita. No final da guerra, porém, o velho marechal cairia em desgraça.

A Batalha da Inglaterra

 

Em agosto de 1940, a Alemanha deu início a cerrados bombardeios contra a Inglaterra. Diariamente, aviões da força aérea alemã levantavam vôo do norte da França para despejar toneladas de bombas sobre cidades, portos e centros industriais da Inglaterra. Londres foi duramente atingida. Calcula-se que, em menos de um ano, mais de 40 mil ingleses morreram em consequência desses bombardeios.

Sob a liderança do primeiro – ministro Winston Churchill, a Inglaterra conseguiu resistir. Para isso, contou com a disciplina da população, a eficiência dos pilotos da força aérea inglesa e a ajuda de um equipamento até então inédito: o radar, que detecta a presença de aviões a quilômetros de distância. No começo de 1941, ficou claro para Hitler que os ataques aéreos contra a Inglaterra haviam fracassado. A partir desse momento, os alemães intensificaram a guerra submarina contra a Marinha inglesa.

 

A Batalha da URSS

Em junho de 1941, sem nenhuma declaração formal de guerra, o Exército alemão deu início à invasão da União Soviética. Durante três meses, os nazistas avançaram, simultaneamente, em três direções: Leningrado (antiga Petrogrado), ao norte; Moscou ao centro; e Stalingrado, ao sul.

Stalin sabia do poderio das forças alemãs e adotou a tática do recuo, (também conhecida como terra arrasada), embora isso custasse muitas perdas materiais e milhares de mortes.

Os alemães, porém, não conseguiram consolidar as vitórias iniciais. Pela primeira vez, a Blitzkrieg (guerra total) não funcionou, e a ofensiva estancou às portas de Moscou e Leningrado. Hitler havia subestimado o poderio militar e a capacidade de luta dos soviéticos e cometeu o erro de dispersar suas forças num raio de quase 3 mil quilômetros. Além do equívoco do líder nazista, o rigoroso inverno russo, a partir de dezembro de 1941, passou a castigar duramente os alemães.

Em Stalingrado, a batalha se deu nas ruas da própria cidade, onde o Exército alemão, composto de 285 mil soldados, foi cercado por forças soviéticas. Em janeiro de 1943, depois de vários meses de intensos combates, os sobreviventes das unidades alemãs – cerca de 91 mil soldados e 24 generais – se renderam às forças soviéticas. A batalha de Stalingrado foi a primeira derrota importante de Hitler no continente europeu.

O militarismo japonês conquista a Ásia

Embora fosse um dos países membros do Eixo, o Japão permaneceu fora da guerra durante os dois primeiros anos. Sua hesitação em entrar no conflito se devia à baixa disponibilidade japonesa de matérias – primas e ao temor de que fossem cortados os suprimentos de petróleo que o país importava da Indochina e de outras regiões. Até 1941, a estratégia japonesa consistiu em pressionar o governo dos EUA para que reconhecesse sua supremacia na Ásia. A recusa dos norte – americanos em atender à exigência, de um lado, e a pressão alemã para que o país entrasse na guerra, de outro, levaram o governo de Tóquio a se decidir pela intervenção.

Assim, em dezembro de 1941, os japoneses desfecharam um arrasador ataque – surpresa à base norte – americana de Pearl Harbor, no Havaí. Era o pretexto que faltava para que os EUA também se envolvessem no conflito.

Nos meses seguintes, os japoneses ocuparam diversas regiões na Ásia, entre as quais as Filipinas e a Indochina, além da Birmânia, da Tailândia e da Nova Guiné, cujo controle era importantíssimo para a indústria japonesa, pois essas regiões constituíam fontes de matérias – primas essenciais, como borracha, petróleo e minérios.

Genocídio

Perseguidos sistematicamente desde a chegada de Hitler ao poder, os judeus estiveram entre as principais vítimas do terror nazista. Contra eles, o governo alemão criou, em 1935, uma legislação especial que os excluía dos direitos de cidadania outorgados pela Constituição de Weimar a todos os alemães.

A partir de então, o terror antissemita assumiu formas cada vez mais assustadoras, com a criação de campos de extermínio na Alemanha e em zonas ocupadas pelo Exército alemão, sobretudo na Polônia. Esses campos faziam parte de um plano denominado pelos nazistas de Solução Final do “problema” judeu, e neles foram massacrados 6 milhões de pessoas.

 

A derrota do nazi – fascismo

 

Em 1942, o avanço dos países do Eixo começou a ser detido pelo esforço dos Aliados. Em junho, os japoneses foram derrotados pelos norte – americanos no Havaí (batalha de Midway). No final do ano, forças inglesas e norte – americanas expulsaram o Exército alemão do norte da África. A essas derrotas acrescentaram – se o desastre alemão em Stalingrado e uma importante vitória da Marinha norte – americana contra os japoneses na batalha de Guadalcanal, nas ilhas Salomão, em fevereiro de 1943.

Entre julho e agosto de 1943, forças inglesas e norte – americanas ocuparam a Sicília, no sul da Itália, enquanto o Exército Vermelho (soviético) dava início a sua marcha em direção à Alemanha. Em junho de 1944, os Aliados ocuparam Roma. No ano seguinte, um grupo de guerrilheiros, organizados na resistência Antifascista, capturou e fuzilou Mussolini.

No dia 6 de junho de 1944 (Dia D), forças da Inglaterra e dos EUA, comandadas pelo general norte – americano Dwight Eisenhower, com um total de 3 milhões de homens, desembarcaram na região da Normandia, no norte da França. Em 25 de agosto, os Aliados entraram em Paris. O colapso final da Alemanha era agora questão de tempo. Em 30 de abril de 1945, Hitler e Eva Braun, sua mulher, se suicidaram em Berlim. Dois dias depois, o Exército Vermelho ocupou a capital alemã. Finalmente, nos dia 7 e 8 de maio, oficiais do alto – comando do Exército alemão assinaram a rendição. Assim terminou a guerra na Europa.

Na Ásia porém, o Japão continuava resistindo. No dia 6 de agosto de 1945, quando o país já dava sinais de esgotamento com a guerra, os EUA lançaram, desnecessariamente, uma bomba atômica sobre a cidade de Hiroshima, matando em questão de segundos 80 mil pessoas. Tratava – se, na verdade, de uma demonstração de força dos norte – americanos, sobretudo para a URSS. Mas, mesmo com o ataque, o Japão não se rendeu. Três dias depois, uma segunda bomba atômica reduziu a cinzas a cidade de Nagasaki, causando a morte de 40 mil pessoas. Depois do episódio, os japoneses finalmente assinaram a rendição.

 

A divisão do mundo

Em dezembro de 1943, quando já se podia prever o desfecho do conflito, realizou-se a Conferência de Teerã, reunindo o primeiro – ministro da Inglaterra, Winston Churchill, o presidente norte – americano Franklin Roosevelt e o secretário – geral do partido Comunista soviético, Josef Stalin. No encontro, os líderes tomaram decisões importantes em relação ao mapa da Europa após a guerra, como a divisão da Alemanha em várias áreas de ocupação e a anexação dos países bálticos à URSS.

Com a proximidade do fim do conflito, os Três Grandes – como eram chamados EUA, Inglaterra e URSS – voltaram a se reunir na Conferência de Yalta (fevereiro de 1945). Na ocasião, reafirmaram o futuro desmembramento da Alemanha.

Entre julho e agosto de 1945, finalmente, quando a guerra já havia terminado na Europa, realizou – se a Conferência de Potsmam, com a participação de Stalin, Harry Tomam (que havia sucedido Roosevelt na presidência do EUA) e Churchill.

A Alemanha foi dividida em quatro zonas de ocupação, distribuídas entre Inglaterra, a França, a URSS e os EUA. Da mesma forma, a capital alemã, Berlim, localizada na zona de ocupação soviética (futura Alemanha Oriental), também seria dividida em áreas de administração francesa, inglesa, norte – americana e soviética. Quanto ao Japão, decidiu-se que seu território ficaria sob ocupação norte – americana por tempo indeterminado.

A Segunda Guerra Mundial teve um saldo de 50 milhões de mortos e mudou a face do mundo. No final do conflito, a economia europeia estava arrasada. Os grandes vencedores eram os EUA e a URSS, que passaram a ser as duas maiores potências mundiais. Esses países dividiram o mundo em dois blocos antagônicos: um socialista, liderado pela URSS, e o outro capitalista, sob influência dos EUA. Com a divisão, teve início um conflito bipolar entre as duas potências que passaria à história com o nome de guerra fria.

 

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