7 abr

Revoluções por Minuto, sendo que esta última foi inicialmente censurada por considerarem como uma apologia às drogas. Sabe-se porém que não foi esse o real motivo da censura, mas a crítica ao “Eu já não ando mais sozinho”; ao “Ouvimos qualquer coisa de Brasília/Rumores falam em guerrilha/Foto no jornal/Cadeia nacional” e ao “Agora a China bebe Coca-Cola/Aqui na esquina cheiram cola”, entre outros cutucões feitos ao sistema ainda no finalzinho da Ditadura.

No mês de maio chega às lojas Revoluções Por Minuto, no vácuo de um país ainda perplexo com a morte de Tancredo Neves. O misto de paixão platônica e pretensa declaração de amor de “Olhar 43” emplaca nas rádios e abre caminho para que outras faixas, mais politizadas e/ou conceituais, façam o mesmo. As faixas do disco tratam também de temas como política internacional e transformações sócio-econômicas. As músicas são marcadas pela forte presença da bateria eletrônica e pelo clima soturno dos arranjos de Luiz Schiavon. O sucesso do álbum é tanto que o RPM emplaca rapidamente uma seqüência de hits no rádio (oito entre as onze faixas do álbum) e chega à marca de 100.000 LPs vendidos (disco de ouro). Revoluções por Minuto chegou a vender 300 mil cópias.

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